segunda-feira, junho 11, 2007
domingo, junho 10, 2007
O POLONÊS VOADOR

Incrível. O acidente em que se envolveu o primeiro polonês a pilotar na história da Fórmula 1 só pode ser descrito assim. E o mais incrível de tudo: depois de Robert Kubica voar, bater de frente no muro, atravessar a pista largando metade do carro pelo caminho, bater de novo em outro muro, cair de lado e parecer inconsciente, o piloto simplesmente teve uma leve torção no tornozelo.
Depois disso tudo o cara só teve uma leve lesão no tornozelo (graças a Deus). Os carros de Fórmula 1 são mesmo muito seguros. Fico pensando porque essa tecnologia não é usada, que seja em escala menor, para proteger os carros comuns. São tantos os acidentes bestas que causam a morte de milhares de pessoas por ano no trânsito das cidades e nas estradas que é de se pensar até que ponto os automóveis são seguros. Mesmo considerando a imprudência de muitos, não seria pedir demais o aumento das medidas para proteger os motoristas. Principalmente os carros populares, que além de serem pequenos, parecem feitos com "latarias de plástico".
Melhoras ao piloto da BMW. E ele deve estar agradecendo ao santo protetor e ao engenheiro que projetou o carro. Por que, literalmente, nasceu de novo!
EM ÁGUA DE CHUVA, PEIXE NÃO NADA

Foi abaixo de muita chuva, granizo, pressão de repórteres mais interessados em ir para casa, pressão do Santos para não jogar e muito alagamento no gramado, que mais parecia uma lagoa. Mas o Inter cumpriu o seu papel e desbancou o "poderoso" time da Vila Belmiro por 1 a 0 no estádio Beira-Rio.
A partida começou com atraso, decisão do árbitro para esperar a drenagem funcionar melhor. O jogo foi equilibrado no ínício, com ligeira vantagem do colorado, que demonstrou muita garra e vontade de vencer. Pato, que já havia perdido uma chance, decidiu a partida aos 41 do primeiro tempo, numa rebatida errada do goleiro Roger (aquele da G Magazine). O futro craque de 17 anos teve frieza, como sempre, e meteu a bola pro fundo das redes.
No segundo tempo o Inter tratou de segurar o resultado. Em alguns momentos a partida ficou mais para o Santos, mas nunca com grandes perigos para o gol de Clemer, que mais uma vez jogou bem. Pinga também se destacou novamente. Mesmo no campo encharcado, o meia mostrou bom futebol e principalmente muita inteligência na hora de fazer as jogadas. Sidnei vai confirmando ser um zagueiro de futuro. O lateral/zagueiro Mineiro entrou muito mal novamente e do seu lado nasceram as jogadas de maior perigo do alvi-negro.
O Internacional agora está na décima terceira posição na tabela, logo atrás do Juventude, que é o décimo segundo. Juventude que venceu o Cruzeiro no Mineirão, por 3 a 2, no resultado mais surpreendente da rodada.
O Grêmio vem logo atrás, na décima quarta posição. Novamente o tricolor jogou fora de casa e perdeu. É verdade que é o time reserva, mas uma equipe que conta com Amoroso, Lucas, Edmílson e Galatto não pode tomar 4 de um time como o Vasco da Gama. E com direito a dois gols de Romário. Acredito que o treinador tenha muita responsabilidade nesses resultados. Cito como exemplo a declaração de Mano de que o grupo foi jogar no Rio de Janeiro por obrigação. Ora, é o Campeonato Brasileiro. Não é um jogo de segunda divisão gaúcha ou coisa que o valha. Às vezes falta um pouco de humildade para o ótimo treinador gremista. Até porque quando o Grêmio joga com os titulares fora não consegue bons resultados também.
sábado, junho 09, 2007
TRILHA SONORA

Futuros Amantes
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
Para tentar acalmar as tristezas, Chico Buarque.
sexta-feira, junho 08, 2007
TRILHA SONORA

Fazia muito tempo que eu não escutava The Clash. Por um acaso desses, baixei o melhor disco deles, London Calling, dum blog de música. Incrível como uma música pode fazer a gente sorrir de graça na rua. Incrível também como uma música às vezes diz tanto sobre um momento, uma felicidade ou uma tisteza. Acho que desde que ouvi pela primeira vez, quarta-feira, já repeti umas quinze vezes! E a trilha sonora desses dias, no meio de muitas coisas, é Train In Vain (Stand By Me). Uma música capaz de levantar o astral, por que tá difícil!
Ouça a música:
quinta-feira, junho 07, 2007
CAPEÃO COM AUTORIDADE

O Internacional venceu o Pachuca agora há pouco e é campeão da Recopa Sul-americana 2007. Numa atuação de luxo, o colorado massacrou o bom time mexicano e empilhou 4 gols (Alex, Pato, Pinga, e um contra). Grande atuação de Pinga, que já parecia que não ia dar certo. Sidnei, o zagueiro de 17 anos, deu conta do recado e pode obrigar Gallo a jogar no 352 com a chegada de Marcão. Iarley também mostrou que é jogador de decisão e cozinhou a defesa adversária. Pato confirmou a frieza de sempre na hora de definir as jogadas e hoje lutou muito quando não tinha a bola no pé.
O time teve a bravura do campeão da Libertadores e do Mundo. Mas, principalmente, mostrou evolução técnica e tática. A direção sinaliza com reforços vindos do exterior, o que pode elevar o Inter a candidato ao título brasileiro. Enfim, um grande título, que pode servir para arrumar a casa colorada.
A torcida deu um show a parte. 52 mil colorados apoiaram o time o tempo todo e vaiaram sempre o time mexicano. Foi o maior público do ano no Rio Grande do Sul. Todos devidamente coroados com as coroas distribuidas pela parceria da direção com a mulinacional Burger King. A idéia é boa e vale torcer para que o Xis do Hertz faça alguma promoção para ajudar o Inter-SM a subir para a primeira esse ano.
Sobre a invasão, acredito que criticar os torcedores que entraram no gramado é muita hipocrisia. Qualquer pessoa que estivesse próxima daquele portão não iria resistir a tentação de pisar no campo do Beira-Rio. A crítica a ser feita deve ser à segurança, pois o portão foi aberto, não pulado. Mesmo assim foi bonito ver atorcida no gramado, apesar dos pesares.
RÁPIDAS
- O Boca Juniors é o adversário do Grêmio na final da Libertadores. Como eu acreditava, passou por cima do Cúcuta, que havia ganho a primeira partidapor 3 a 1. O resultado, 3 a 0, mostrou a diferença de grandeza entre os dois times. Os colombianos eram bem armados, mas sempre me pareceram contar com uma grande dose de sorte. Com o desfalque do melhor jogador do time, Blás Perez, virou um time comum. Como me disse um amigo, o Cúcuta parecia um time de 11 Renterías. Agora é briga de cachorro grande, mas acredito que o Boca é favorito. A chance do Grêmio é tentar fazer um jogo diferente dos que vem fazendo fora de casa. Se jogar como jogou as outras partidas longe do Olímpico, volta com uma goleada para o Brasil. Mas em decisão, tudo é possível.
- O Fluminense mostrou que camisa ainda faz diferença no Brasil. Com gol do ex-gremista Roger, Renato ganhou o primeiro título da carreira e mostrou que tem estrela. Mário Sérgio continua sem ganhar nada. O estádio não estava lotado, o que mostra que o título ficou com o time e a torcida que mereceram.
segunda-feira, junho 04, 2007
TRILHA SONORA

O MUNDO É UM MOINHO
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Presta atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Cartola
__________________________________________
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó
__________________________________________Com certeza, uma das estrofes mais lindas da música brasileira. Seguindo aquele pensamento mágico: se fosse para eu escrever algo que alguém algum dia escreveu, que fosse isso.
Cartola. Compositor que fundou a Estação Primeira de Mangueira, escolheu as cores da Escola, foi dono do bar ZiCartola, serviu cafezinho em repartição pública, lavou carros na madrugada do Rio de Janeiro e só gravou o primeiro disco em 1974, com 65 anos de idade. Morreu pobre. Às vezes é triste dizer que isso é o Brasil.
INTER VENCE A PRIMEIRA NO BRASILEIRÃO 2007

O Internacional jogou contra o Náutico na noite dessa segunda-feira no estádio Beira-Rio. E, como era de se esperar, ganhou e não sofreu maiores riscos. Gols de Iarley e Alex.
Destaque para a boa atuação do lateral-direito Diego, que apoiou mais do que Ceará durante todo esse ano. Atuação terrível do árbitro, que expulsou Márcio Mossoró bisonhamente, num lance em que nem ele nem Pinga fizeram nada. O zagueiro do time do estádio dos Aflitos ficou na boa.
Alex voltou bem mas ainda carece de ritmo de jogo. Pinga rodou, rodou e mais uma vez foi até lugar nenhum. O zagueiro Sidnei teve atuação regular. Bem trabalhado pode dar certo.
Para o jogo de quinta, o colorado recuperou um pouco da auto-estima e com o apoio da torcida tem tudo para conquistar o título. Só precisa atuar com um meio campo equilibrado.
Meu time para a decisão:
Clemer
Ceará
Índio
Sidnei
Rubens Cardoso
Edinho
Wellington Monteiro
Alex
Fernandão
Iarley
Alexandre Pato
Só para constar: com a contratação de Marcão, se o Internacional trouxer um meio-de-campo muito bom, pode atuar no 352. Seria o primeiro 352 montado no colorado que contaria com os jogadores teoricamente certos (porque no futebol, ao contrário do que muitos querem sempre afirmar, não existem certezas). O time:
Clemer
Ceará (Diego é muito mais ala que ele e, se confirmar que tem potencial, pode ganhar posição. Mas por enquanto Ceará é insubstituível)
Índio
Sidnei
Marcão
Alex ou Rubens Cardoso (no 352 pode render muito - comparado a ele mesmo em qualquer outro esquema)
Wellington Monteiro (Edinho deve ser vendido)
Magal (seja o que Deus quiser)
---contatação---
Fernandão
Alexandre Pato
PAREDES
que razão
perder teu
rastro numa
parede de
pensamentos
pré-moldados?
de que adianta
plantar
pés-de-guerra
entre nós
dois?
quero
continuar
a fazer
muros de
algodao-doce
no teu
corpo
perder teu
rastro numa
parede de
pensamentos
pré-moldados?
de que adianta
plantar
pés-de-guerra
entre nós
dois?
quero
continuar
a fazer
muros de
algodao-doce
no teu
corpo
sexta-feira, junho 01, 2007
ROCKY BALBOA, O VERDADEIRO INACREDITÁVEL

Foram três os filmes aos quais assisti nessa semana:
- Babel
- O Labirinto do Fauno
- Rocky Balboa
O que posso dizer deles:
- O Labirinto do Fauno:
Um filme fantástico, está entre os melhores que vi. O diretor Guillermo Del Toro acertou a mão. Uma mistura de fábula e crítica política na medida certa. Com certeza o melhor filme dos três. A menina Ofélia (Ivana baquero) é de uma empatia absurda. Espero que continue atuando.
- Babel:
O cinema dito "independente", que de independente não tem mais nada, começa a criar teias de aranha. O lugar comum de contar várias histórias interligadas por um único incidente começa a ficar cansativo. Parece um desespero querer resumir o limbo da sociedade a uma teia de relacionamentos. É óbvio que os acontecimentos estão ligados. Mas Crash mostra isso com muito mais fidelidade. O perigo de forçar a barra assim é o de ficar refém de um tiro em Marrocos e de crianças americanas no México. Técnicamente muito bom. Roteiro abaixo da média. Atores em bom momento. Bons demais, preocupados demais com a pose perante o social. A parceria de Amores Brutos parece estar fadada a um triste final. É hora de reinventar.
- Rocky Balboa:
A coisa mais comum em rodinhas "inteligentes" é alguém descer o pau em filmes ditos "blockbusters". Pois eu confesso:
Gosto muito dos enlatados.
A principal vantagem desse tipo de filme é a de que ninguém quer fazer de conta que é inteligente. Rocky Balboa nunca foi inteligente. Stallone na minha opinião é um injustiçado. Além de sempre atuar bem nos filmes da série (com exceção do quinto), CopLand mostra a qualidade do descendente de italianos como ator.
O sexto filme da série é muito bom. Não há pessoa nesse mundo que não se segure no sofá para não dar um soco ao som da espetacular música tema, enquanto Rocky golpeia mais um infeliz adversário, ao mesmo tempo em que se livra dos fantasmas do passado. Quem vence no final não importa. O que importa é saber detalhes de produção, como o de que a luta final foi filmada numa arena lotada por 14 mil espectadores, que mesmo esperando outra luta, gritaram desesperadamente "Rocky, Rocky, Rocky" quando Balboa subiu ao ringue (após acordo com a rede de tv detentora dos direitos da luta). É, com certeza, um grande final para um grande personagem do cinema.
CALA A BOCA, CHÁVEZ!

Me lembrei daquela música do Chico e do Rui Guerra, Cala a Boca Bárbara. Mas hoje a frase tem que ser, Cala a Boca, Chávez! E o contexto, infelizmente, é muito pior.
É bem verdade que foi um cutuco desnescessário, mas faz parte do convívio democrático. O congresso brasileiro pode ser corrupto, adorar uma pizza, só ter sem-vergonhas. Mas foram todos eleitos pelo povo, e são nossos representantes. E, sendo assim, tem todo o direito de lançar manifestos, moções, votos de recomendação e ter opinião, desde que ela seja votada democraticamente dentro da Casa.
O voto de recomendação pela revisão do cancelamento da concessão da RCTV se enquadra aí. Chávez tem todo o direito também de falar o que quiser do Congresso do Brasil. Mas que bobagem que falou.O presidente Venezuelano cada vez mais se afunda no próprio ego. Dizer que o Congresso brasileiro é "papagaio dos Estados Unidos" ou coisa que o valha é dose. Principalmente vindo de quem vem. Lula agiu bem exigindo explicações do embaixador venezuelano no Brasil.
E assim vai a América do Sul. Do jeito que a coisa anda, golpes de Estado se avizinham. E a história do continente continuará dando voltas ao redor do próprio rabo.
SGT. PEPPER'S

Hoje o disco que mudou a história da música popular no século XX faz aniversário. São quarenta anos desde que os Beatles lançaram o álbum que elevou o rock and roll a uma categoria poucas vezes alcançada novamente. De cabeça, só me lembro de The Dark Side of The Moon como um disco com tamanho apuro técnico e tão revolucionário esteticamente. Obviamente que existem muitos outros, mas esses talvez sejam os mais importantes.
Depois de abandonar as apresentações em palcos, pela histeria das fãs e pela dificuldade de reproduzir fielmente os discos, o quarteto passou muito tempo em estúdios. Combinado com a ebulição criativa de Lennon, McCartney e Harrison, e com a produção refinada de george Martin, o resultado não poderia ser outro.
Rubber Soul e Revolver foram ensaios muito bem feitos, mas em Sgt. Pepper's, o tiro foi no alvo. Inovando com arranjos inteligentes e com músicas que se completavam umas com as outras, como se fossem parte de uma história, o disco era perfeito.
As canções não eram exatamente o que poderia se chamar de rock tradicional. Lucy In The Sky With Diamonds, When I'm 64, With a litle Help For My Friends. Essas e todas as outras logo viraram clássicos da música popular. Sem contar a fantástica capa, uma fotomontagem com personagens importantes da cultura mundial, como Bob Dylan, Marlon Brando, Marilyn Monroe e Karl Marx.
Conheci o álbum da melhor forma possível. Já iniciara minha coleção de discos dos Beatles e Sgt. Pepper's era um desejo antigo. Faz muito tempo isso, e na minha estante já estavam Please, Please Me, Magical Mystery Tour e With the Beatles. Já conhecia a fama, mas a primeira audição foi incrível. Foi como uma viagem, sensação que tive depois de novo ao ouvir outro clássico: Abbey Road. Mas isso é assunto para outro dia.
quinta-feira, maio 31, 2007
INTER ARMA RETRANCA E SAI DERROTADO

Se existe um nome para a postura do time do Internacional contra o Pachuca na final da Recopa este é "RETRANCA".
A muito tempo não via o colorado jogando tão recuado. O Inter jogou no 3-6-1 e no 4-5-1.Postura que poderia ser considerada inteligente, visto o gol nos primeiros minutos de jogo. Pato teve uma chance e fez um gol. Mas com certeza será criticado pela sua falta de participação, o que é uma bobagem. Depois do gol, o time da Capital gaúcha teve bons momentos e conseguiu levar o jogo de forma equilibrada. Mas o recuo foi muito grande e na metade da primeira etapa, num lance de azar o time mexicano empatou. E dali até os 45 minutos o Inter não passou do meio do campo. No segundo tempo, mesmo cenário. Retranca e balão para frente para tentar o contra-ataque com Pato. Mas o garoto cansou, obviamente. E foi substituído por Iarley. Fernandão jogou como terceiro volante desde o início da partida, completando o meio de campo formado por Edinho, Wellington Monteiro, Maycon (que não entrou em campo) e Pinga ( às vezes de atacante, lutou muito, mas parece que não conseguirá jogar nunca). Um meio de campo digno de um show de horrores.
Com todo esse recuo, obviamente que o Pachuca virou o jogo, em falsa falha do zagueiro Mineiro. Falsa falha porque Mineiro não consegue jogar na sua posição, visto que Rubens Cardoso pensa que é Gilberto. Pena que tem jogado um futebol de Cleomir. No final do jogo, com a entrada de Christian, o Inter melhorou. Num lance dos mais esquisitos do ano, o centro-avante estufou as redes. O juiz, que depois pediria desculpas pelo erro ao técnico Gallo (segundo o treinador), anulou a pedido do bandeirinha, que não sabia onde deveria ficar e, segundo Iarley, formou a barreira sem pedido dos jogadores colorados. Falha do juíz e do bandeira. Na repetição da falta, Rubens Cardoso acertou o travessão. Fim de jogo, o Inter comemora e deve comemorar o resultado. Para o jogo da volta, deve-se repensar a escalação. Vale ressaltar a questão da altitude, que prejudicou a equipe no preparo físico.
No jogo da volta, com o apoio da torcida, o Inter tem muitas chances reverter esse resultado. Resta saber se coseguirá equilibrar o time, que parece que ou ataca ou defende. Ou não faz nem uma coisa nem outra.
Considerações
- Insuportável a transmissão da TV Com. Além do amadorismo técnico, o tratamento dispensado ao time é muito exagerado. Em outras épocas, jogar assim era inteligente e ser copeiro.
- Fernandão foi sacrificado como volante. Quando Gallo alterou o time, todo o tempo foram dois atacantes. Não entendi. Deu entrevista no final de jogo, com muita inteligência, como sempre, o que inacreditavelmente é motivo de irritação para alguns.
- Não ouvi revolta com o erro do árbitro, que prejudicou, sim, o time colorado. O comentarista da Gaúcha chegou ao ponto de dizer que o árbitro acertou no lance polêmico e não há nada a corrigir. Não interessa se o time jogou bem ou não nessa hora. Aposto que se o Inter tivesse massacrado e acontecesse o mesmo lance, haveria revoltas.
- Maycon não pode nem entrar no estádio Beira-Rio. O volante simplesmente não encosta na bola, e hoje nem faltas fez.
- Ceará está mal, parece estar mais cansado do que em má fase.
- Alex deve voltar ao time.
- Clemer voltou para onde não deveria ter saído.
CHÁVEZ & RCTV

Como todoas as coisas que envolvem a questão chamada liberdade de imprensa, o caso RCTV e o governo do pseudo-ditador da Venezuela é polêmico. Não me coloco entre aqueles que pensam que a mídia é inatingível. Os países são soberanos, e para o bem ou para o mal Chávez foi, tecnicamente, eleito.
Acredito que falte consciência para a sociedade de que na Venezuela, assim como no Brasil, uma emissora de televisão ocupa um canal de transmissão que é propriedade do Estado, em última análise, da sociedade. Sendo assim, essas redes estão sim, sob controle do Estado. Não concordo com a postura autoritária do governante venezuelano e muito menos com grande parte das ações dele como presidente. Porém, tenho consciência de que nesse caso talvez o furo da bala seja mais embaixo.
Em 2002, durante o malfadado golpe na Venezuela (prontamente aceito pelo embaixador americano no país), a RCTV serviu de palanque para os militares golpistas, além de fazer parte do novo governo que assumiu e ter papel fundamental no andamento do golpe.
Partindo desse princípio da concessão, se a RCTV fosse um jornal, que não faz uso de nenhuma propriedade do governo, nenhum problema em ser golpista. Mas, me parece meio absurdo uma empresa que claramente atentou contra a democracia, posar de coitadinha numa situação como essa. Quer ser golpista, que seja. O fato é que esse tipo de postura acarreta arcar com as consequencias óbvias.
Com relação a conduta e cobertura da mídia brasileira:
Todas as empresas repudiaram o fechamento e isso é natural. Porém as informações sempre vêm incompletas. Quase nunca é lembrado, com o devido peso, o acontecimento do golpe em 2002.
Em resumo, acho que vale uma reflexão da mídia sobre o corporativismo, além de necessitarmos todos de uma reflexão. Canais de tv e estações de rádio são propriedades públicas, e essas concessões acabam e devem ser renovadas, seja para o mesma empresa ou para outra. Esse conhecimento é o que esse episódio deveria trazer de bom, mas não está trazendo e nem trará.
Quanto a situação venezuelana, é difícil fazer um julgamento com certezas, pois a polarização de opiniões sobre assunto é muito grande, e tanto as opiniões dum lado como as do outro vêm carregadas de um viés ideológico enorme.
segunda-feira, maio 21, 2007
Pérolas!


Na hora me lembrei do goleiro Fernando Henrique, reserva do Fluminense, que inclusive atuou contra o Grêmio nesse domingo.
A bobagem da coisa é que Getúlio Vargas era do Flamengo. Não tive saco de procurar, mas deve ter havido pelo menos um Fla-Flu com Getúlio e FH no gol.
PS 1: Dado espetacular sobre FH no site do Flu:
"Jogos: 121 / Gols sofridos: 172"
Que média!
PS 2: Há uma promoção fantástica na loja do site do Fluminense:
"Compre uma manga longa oficial e ganhe um chapéu australiano! Por apenas R$ 139,00"
Imagina um infeliz de camiseta manga longa do fluminense e com um chapéu australianoem Copacabana, só afetando! Que fase!
Derrota, de Novo

Como diria um conhecido da mídia gaúcha: "O Inter jogou como nunca, e perdeu como sempre!".
Mais uma derrota, uma posição constrangedora no Campeonato Brasileiro 2007. Vi somente o primeiro tempo do jogo e confesso que estava gostando do que via. Porém no segundo tempo Renan foi o nome do jogo, e quando o goleiro é o nome do jogo, já sabe...
Acho que o Gallo ainda pode acertar, acredito ser ele um treinador de idéias novas, que com algum tempo pode encaixar esse time do Inter. Mas é fundamental que a direção traga reforços.
A questão Vargas:
Vargas é um bom jogador, mas na minha opinião é mais propaganda do que futebol mesmo. Esteve machucado grande parte do ano passado e jogou uma ou duas partidas bem. Tem o crédito do segundo tempo do mundial... mas ali os deuses do futebol estavam do lado vermelho. O grande problema é a substituição. Se o Inter realmente anunciar Magrão, pode dar o boné e tchau, tchau Vargas. Magrão joga no mínimo três vezes mais que o Colombiano. Mas, se não contratar um jogador desse nível, é bom a torcida se preparar para os horrores de um meio de campo com Maycon e Edinho.
A questão imprensa:
Tenho acompanhado esse racha entre Inter e imprensa.
Clemer se excedeu. Fato.
A direção tem uma má relação com a imprensa. Fato.
A reportagem que cobre o Internacional é mais agressiva que a que cobre o Grêmio (vide ano passado). Fato.
A imprensa deve fazer auto-crítica com mais frequência (vide Abel ano passado, e muitos jornalistas que até hoje não reconhecem os méritos do treinador. Imagina se fosse um técnico gaúcho). Fato.
É uma idiotice impedir um profissional de trabalhar. Fato.
Acho que o principal de tudo é que não existem santos nessa história. Todos têm que botar a cabeça no travesseiro e refletir sobre os atos, mas se tem um lado que não pode ficar fazendo bobagem, esse é o do Internacional. A instituição é muito maior do que administradores incompetentes. O julgamento da conduta da mídia quem fará é o consumidor.
A questão Recopa:
Não tem desculpa para tão pouca divulgação de uma disputa que é, sim, importante (vide finais entre Boca e São Paulo ano passado).
Uma última: apesar do erro, acho que o zagueiro TITI tem futuro, é só trabalhar o emocional. pelo menos não erra todos os passes que dá. E Mineiro parece ser um bom jogador também. se realmente joga o que jogou sábado, é melhor que todos os outros laterais do Beira-Rio pós-Jorge Wagner.
segunda-feira, maio 14, 2007
Prá Ver a Banda Passar...

Engraçado como são as coisas. Hoje por acaso passei na Feira do Livro e ouvi, lá longe, o som de metais ensaiando. Cheguei perto da praça de alimentação e eis que me deparo com a banda da Brigada Militar se aquecendo para detonar a metaleira.
Sempre achei fantástico o som de bandas marciais. Me lembro que quando eu era guri, estudava em um colégio que desfilava todos os dias 7 e 20 de setembro na Avenida Cavalhada, em Porto Alegre. A minha escola era pequena, e não tinha banda. Era sempre aquela coisa sem graça de fantasia e faixas (apesar de que na época dos caras-pintadas foi divertido o desfile). Mas eu lembro de ver as outras escolas maiores desfilarem as suas bandas, além das bandas militares e da Brigada. Ficava paralisado com aquele som fantástico que saia dos naipes de metal misturados com os pratos e tambores, sempre tocando uma melodia conhecida.
Pois hoje me vi no rosto de cada criança que lotava a praça de alimentação para ver a banda da Brigada de Santa Maria. Aquela gurizada de colégio, os que passeavam com os pais e também os meninos de rua, com os olhinhos vidrados, brilhando de encantamento pelos som poderoso que mais de vinte metais fazem. Tuba, trumpete, trombone, prato, tambor, clarinetas, além do maestro bonachão com cara de cantor de conjunto que toca no Clube dos Coroas. Tudo conspirando para um momento mágico, que tenho certeza não sairá da cabeça dessa criançada tão cedo.
E é aí que me vem o pensamento que tenho há tempos e que tanto me irrita: por que não é obrigatório o ensino musical nas escolas no Brasil? Vendo o quanto a criança se envolve quando o que está em questão é música e vendo projetos como o da Oficina de Percussão darem tão certo, não consigo entender por que o poder público não investe em música, é tão simples! Um professor de música por escola seria o suficiente. Uma aula por semana seria o suficiente. Uma banda marcial (ou de qualquer outro estilo) por escola, seria o suficiente.
Quantos traficantes, quantos trombadinhas, quantos falcões, quantas crianças sem futuro poderiam encontrar na música um caminho? Qual guri ou guria que não gostaria de tocar numa banda? E, mesmo que fosse só uma criança que não virasse trombadinha, mesmo que fosse só um guri que não virasse traficante, mesmo que fosse só uma criança nesse país todo que não fosse para o mau caminho por causa da música, mesmo assim, já valeria a pena.
Só para constar: Uma pena eu não estar com uma câmera, porque não existe uma foto que preste da Banda da Brigada no google. Incrível!
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